Carnaval na Mealhada sem tolerância à sátira política e desportiva

O Governo de Pedro Passos Coelho, como é sabido, não deu tolerância de ponto nesta terça-feira de Carnaval, mas nem por isso os foliões deixaram de sair à rua para comemorar esta época do ano. Crise, qual crise, depois do Carnaval logo se vê…
O Sambódromo Luís Marques, na Mealhada, voltou, tal como em edições anteriores, a registar uma boa moldura humana que não quis “perder pitada” do cortejo que encerrou com o desfile do carro do rei (Anderson Di Rizzi) e da rainha (Micaela), que ao longo do seu percurso deram espectáculo para gáudio dos foliões.
Carnaval sem crítica e sátira ao actual estado do país é algo impensável e, por isso, por entre a parada dos carros alegóricos das escolas de samba – este ano desfilaram quatro – vários foram os grupos de animação que demonstraram insatisfação perante a crise e as decisões políticas actuais.
Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho, Alberto João Jardim, Nicolas Sarkozy ou Angela Merkel, políticos com responsabilidades no actual panorama português e europeu, não foram esquecidos nas sátiras dos grupos de animação, sendo que o Presidente da República, como não poderia deixar de ser, andou pelo corso “a pedir ajuda por não aguentar as despesas”, numa clara alusão à declaração sobre a remuneração do Chefe de Estado, que tanta critica mereceu por parte dos portugueses.






