Carnaval de Ovar: “O povo português deu uma resposta fantástica a quem decidiu mal”

Os organizadores acham que a presença de 30 mil pessoas no desfile de ontem deve servir para o Governo reconhecer o erro
Jornalista: 
Henrique Bastos

O colorido, a fantasia, o ritmo, o humor e a alegria do Carnaval ajudaram a “injectar” a “vitamina da alegria” na Avenida Sá Carneiro, em Ovar, artéria que ontem se encheu de novo com milhares de pessoas.
Nem a crise, nem o facto de não ter sido dada tolerância de ponto pelo Governo desmobilizaram o público que era esperado pela organização, que além de preencher os lugares de peão (17 mil pessoas) esgotou completamente os quatro mil de bancada – sendo que estes eram os mais caros, com um custo de 13 euros.
Segundo José Américo, presidente da Fundação do Carnaval de Ovar, o desfile do passado domingo terá sido testemunhado por cerca de 25 mil pagantes de bilhete: o número de público sobe para uma estimativa de 30 mil, a contar com os convidados, com as “borlas” e com os “penetras”. Ontem, o recinto contou novamente com 30 mil.
O mesmo responsável analisa que, no final das coisas, acabou por não se sentir qualquer quebra em relação ao ano passado: “O povo português deu uma resposta fantástica a quem decidiu mal”, vincou, numa clara “alfinetada” ao Primeiro-ministro, deixando o recado: “Vai sempre a tempo de reconhecer o erro e corrigi-lo no próximo ano”.

“A mais louca e criativa
festa popular” do país
Ontem, mais de 2.000 foliões distribuídos por grupos e escolas de samba davam corpo àquela que é, por muitos, considerada “a mais louca e criativa festa popular em Portugal”.
Ao longo de um quilómetro, quatro escolas de samba, cinco grupos de passerelle e 15 grupos carnavalescos contagiavam o público com a folia tão própria do Carnaval vareiro.

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