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Helicóptero do INEM vai continuar em Viseu


quinta, 04 junho 2020

O INEM decidiu recuar na decisão de transferir o helicóptero de emergência médica que estava a operar desde Outubro do ano passado a partir de do Aeródromo Municipal de Viseu para o Heliporto de Salemas, em Loures.
A revelação foi feita ontem, pela ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, durante uma visita a Viseu, onde presidiu ao lançamento do projecto ‘Viseu Compr’Aqui’ e à inauguração da primeira obra concluída no âmbito do Programa Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), depois de o presidente do Município de Viseu, Almeida Henriques, ter voltado a criticar o anúncio feito no início da semana pelo INEM.
A governante revelou que, a caminho de Viseu, tinha tido conhecimento de um comunicado do INEM que dava conta do recuo na decisão de mudar o helicóptero para Loures. Com o INEM a reagir dessa forma às críticas por parte de autarcas e deputados da região.
No comunicado, o INEM adianta que “o helicóptero da região centro iria ser posicionado em Salemas, Loures, até ser encontrada uma solução definitiva que permita a certificação do Heliporto de Santa Comba Dão como Base Permanente”, acrescentando que a medida não se devia a qualquer questão relacionada com o Aeródromo Municipal de Viseu, mas porque “a empresa IFA, Aviation Training Center, iria iniciar a sua actividade, momento que tinha sido previamente definido como limite para que o helicóptero pudesse permanecer nas instalações da referida empresa”.
Segundo o comunicado, depois do anúncio do INEM da possibilidade de o helicóptero ter que ser posicionado em Salemas, a IFA, Aviation Training Center, "que evidenciou um grande sentido de responsabilidade social”, e a Câmara Municipal de Viseu, “reafirmaram toda a disponibilidade" para que o helicóptero se mantenha na cidade, tendo chegado a um entendimento para que o helicóptero permaneça temporariamente nas instalações da empresa.
Tudo indica que a aeronave ficará em Viseu até que o heliporto de Santa Comba Dão seja certificado como Base Permanente para Emergência Médica.
O anúncio da saída do helicóptero de Viseu tinha sido criticada pela Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões que reagiu “com surpresa e estupefacção” à decisão, que considerou ser “mais uma machadada na tão famigerada coesão territorial, deixando, mais uma vez, ao abandono, o interior do país". O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, também já se tinha mostrado contra a mudança, considerando-a inaceitável.
A Câmara de Viseu tinha considerado o anúncio uma decisão que “maltrata, mais uma vez, os territórios do Interior, afastando este importante meio do seu âmbito de acção”, sublinhando que, “a par disso, a região de Viseu perde também as equipas e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação que estavam afectas à aeronave”.
Os deputados do PSD eleitos por Viseu também tinham reagido com críticas, pedindo explicações à ministra da Saúde sobre a deslocalização do helicóptero.