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Região de Coimbra regista 369 infectados de Covid-19


quinta, 09 abril 2020

Há mais oito casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus nos municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra. Estavam, de acordo com o relatório da Direcção Geral de Saúde de ontem, 369 pessoas confirmadas com a Covid-19, quando, no mesmo relatório do dia anterior, registavam-se 361 casos. Os números foram avançados no dia em que a directora geral de Saúde, Graça Freitas, admitiu que os dados mais recentes do número de novas infecções possam traduzir uma estabilização da curva epidemiológica, mas alertou que isso não pode justificar abrandamento das medidas (ver caixilho).
Em 19 municípios da região, sete - Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil, Pampilhosa da Serra, Mira, Mortágua e Penela - continuam a escapar ilesos ao coronavírus ou apresentam menos de três casos registados (dados da DGS só apresentam os números a partir dos três casos). Leitura positiva também para o facto de entre os 12 municípios que já constam da lista diária apresentada pela DGS, apenas quatro terem registado um aumento do número de casos positivos de Covid-19, nomeadamente Coimbra, que sobe de 233 para 237 casos, Cantanhede, com mais dois casos, registando agora 24 doentes, Figueira da Foz, agora com 10 casos (mais um) e Góis, com cinco casos (mais um).
No mapa da região Centro havia ontem, segundo a DGS, 1.865 casos positivos registados de infecção, mais 99 que no dia anterior. A doença foi fatal para 96 pessoas, mais oito vítimas do que no relatório anterior, com a região a manter a maior taxa de letalidade do país: 5,14% (ontem não chegava aos 5%). No Norte, há 7.386 infectados e 208 mortos, com uma taxa de letalidade de 2,8%, enquanto que Lisboa e Vale do Tejo, com 3.424 infectados e 68 óbitos, regista uma taxa de mortalidade de 1,9%.
Questionada ontem em conferência de imprensa sobre a elevada taxa de letalidade na região, Graças Freitas apontou três factores que podem explicar a situação - demografia, densidade populacional e concentração (lares de seniores) - mas defendeu que se comece a fazer um «método de padronização destas taxas» para perceber como é que os factores alteram a taxa de letalidade.
A nível nacional, havia ontem, segundo a DGS, um total de 13.141 casos de Covid-19, mais 699 do que no dia anterior. Já morreram 380 vítimas da doença, um acréscimo de 35, havendo ainda a registar os 196 casos de recuperação da doença.


DGS admite estabilização, mas afasta abrandamento

A directora-geral da Saúde admitiu ontem que os dados mais recentes do número de novas infecções pelo novo coronavírus possam traduzir uma estabilização da curva epidemiológica, mas alertou que isso não pode justificar abrandamento das medidas. «Sabemos que se abrandarmos as medidas que estão a permitir esta estabilidade da curva, a curva poderá voltar a subir, por isso temos de ser cautelosos na interpretação dos dados reais
e nas projecções», sublinhou Graça Freitas.
Na terceira reunião sobre
a situação epidemiológica em Portugal, realizada esta terça-feira no Infarmed, alguns especialistas admitiram que o pico da pandemia em Portugal pode ter sido atingido na última semana de Março e um estudo divulgado nos EUA estima que o pico do número diário de mortes tenha sido atingido em 3 de Abril. Graça Freitas explicou que o pico da pandemia é estimado com base na curva epidemiológica real, construída a partir dos casos confirmados, e de uma curva projectada por especialistas, que estima igualmente o número de casos não-detectados.
Segundo a directora-geral, ambas apontam para uma aparente estabilidade e para a possibilidade de Portugal estar actualmente numa espécie de planalto.


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