Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
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Somos Coimbra propõe ao município 47 medidas


terça, 07 abril 2020

O movimento Somos Coimbra (SC) propôs ontem à Câmara 47 medidas, envolvendo pelo menos cinco milhões de euros, para atenuar «as previsíveis consequências da pandemia» de Covid-19 «na vida social e económica dos munícipes».
Numa conferência de imprensa realizada online, José Manuel Silva, um dos dois eleitos do movimento com assento no executivo municipal, sublinhou que as consequências sociais da pandemia «vão ser dramáticas» e exortou a autarquia a ter «uma intervenção financeira, económica e social muito mais profunda do que aquela que foi prevista nas medidas que até agora apresentou».
O movimento Somos Coimbra anunciou que não irá estar hoje «presente fisicamente» na reunião extraordinária do executivo camarário destinada a deliberar sobre medidas municipais de emergência para fazer face aos impactos negativos da pandemia da Covid-19, lamentando que a autarquia não tenha colocado a funcionar um sistema que permita a participação dos eleitos através de videoconferência. No entanto, disse José Manuel Silva, o SC, «numa postura colaborativa e solidária com a Câmara de Coimbra, decidiu dar conhecimento público de um conjunto de 47 medidas, defendendo a sua implementação «no imediato».
As medidas preconizadas pelo movimento, nos planos da saúde pública, do funcionamento da Câmara e do apoio social às famílias, às IPSS (instituições particulares de solidariedade social) e outras instituições de índole social e às empresas e agentes culturais, envolveriam um investimento de pelo menos cerca de cinco milhões de euros, estima o vereador José Manuel Silva.
A criação de uma «linha de emergência social, em teletrabalho e de uso gratuito, preparada para responder a diversos temas», nomeadamente apoios a seniores e desempregados, psicológico, a agentes culturais, a empresas e, «em geral, a todos os pedidos de ajuda dos munícipes e respectivas organizações», é uma das medidas defendidas pelo SM, que considera igualmente importante e urgente a constituição de uma comissão de emergência municipal, que «envolva as forças locais» e que «reúna diariamente, através de uma plataforma à distância, para avaliar em permanência a situação».