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Município anuncia desconto de 15% nos consumos de água


segunda, 06 abril 2020

O Município de Viseu anunciou que irá aprovar um desconto de 15% sobre os valores de consumos nas facturas de Abril, Maio e Junho, que irá acumular com o já anunciado desconto de 35% atribuído a famílias com quebra comprovada de rendimentos de pelo menos 33%. Segundo a autarquia, trata-se de uma “medida adicional extraordinária”, que visa “esbater o esforço das famílias e empresas no actual contexto social e económico”, e que surge depois de muitas críticas por parte da população nas redes sociais.
No mesmo comunicado em que anuncia o desconto de 15%, válido para todos os consumidores, a autarquia sublinha que a “Águas de Viseu, seguindo as exigências da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos e de normativos comunitários, procedeu à alteração dos tarifários, mas apenas no que respeita às taxas de saneamento e disponibilidade”, afirmando que “o preço da água em Viseu não aumentou”.
“Estas alterações foram implementadas no mês de Fevereiro, pelo que se compreende que se repercutam de forma mais evidente na última factura, sobretudo nos casos em que tenha havido lugar a leituras nos contadores (realizadas pela Águas de Viseu), que se traduziram em acertos na facturação”, adianta a autarquia. Lembra ainda que no pacote de medidas que prevê a atribuição de um desconto de 35% sobre os valores dos consumos de água e saneamento a quem demonstre ter passado a auferir 66% (ou menos) do seu rendimento, enquanto tal situação se mantiver está também incluida a possibilidade do pagamento faseado das facturas de Março, Abril e Maio, até 12 meses e sem juros, para famílias com quebra comprovada de rendimentos, desde que solicitado junto da Águas de Viseu. Além disso, mantêm-se em vigor os tarifários especiais para famílias carenciadas e famílias numerosas.
Uma gratuitidade dos consumos de água e saneamento, como é exigida nas redes sociais por alguns munícipes, colocaria em sério risco a sustentabilidade de todo o sistema e a sua qualidade, criando prejuízos incomportáveis para todos” e “abriria a porta a consumos desregulados e irresponsáveis de um bem muito escasso”, sublinha a autarquia.

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