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Maioria dos óbitos é de pessoas com mais de uma doença


sábado, 04 abril 2020

A directora-geral da Saúde revelou que muitos doentes que morreram de Covid-19 tinham várias doenças associadas, e que as mais comuns são do aparelho cardiocirculatório, doenças respiratórias, a diabetes e doença renal crónica.
Graça Freitas adiantou também que, «entre a data do início de sintomas e a data do óbito, em média, decorreram oito dias». Segundo a directora-geral da Saúde, também já é possível traçar uma mediana em relação aos doentes que morreram com Covid-19, nas mulheres a média é de 85 anos e nos homens é de 80 anos. «A maior parte destas pessoas [que morreram] além do factor idade tem várias doenças e habitualmente têm mais do que uma doença. A maior parte delas têm três doenças», acrescentou.
Entre as doenças mais comuns nas pessoas que morreram infectadas com o novo coronavírus constatou-se as do aparelho cardiocirculatório, doenças respiratórias, a diabetes, doença renal crónica, neoplasias e as doenças cerebrovasculares em geral. Graça Freitas sublinhou que a taxa de letalidade entre os idosos situa-se abaixo nos 10%. «Não é nenhuma fatalidade ser idoso e ter alguma destas doenças, significa apenas um aumento do risco», frisou.
Em relação às medidas a aplicar aos lares de idosos para combater o contágio, a directora-geral disse que têm decorrido «imensas reuniões entre o sector da saúde da segurança social» e que têm sido dadas muitas indicações aos profissionais e que «a situação está desde o início priorizada».
«A nossa grande preocupação é, ao mínimo sintoma, entre idosos, funcionários ou profissionais,isolar, isolar, isolar, testar testar, testar e separar populações que estão positivas por Covid-19 das negativas», referiu Graça Freitas.
Segundo o boletim epidemiológico da DGS, morreram com Covid-19 até ao momento 83 homens e 73 mulheres com mais de 80 anos e 35 homens e 23 mulheres na faixa etária dos 70 aos 79 anos.
O secretário de Estado da Saúde admitiu que tem havido dificuldades na marcação de testes à Covid-19 nos laboratórios convencionados, mas o assunto está em resolução. «Está a decorrer uma reunião entre o Instituto Nacional Ricardo Jorge e a Associação Nacional de Laboratórios para melhorar a questão dos agendamentos dos testes», disse.|

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