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Covid-19: Presidente da República decreta renovação do estado de emergência


foto: DR/Arquivo sexta, 03 abril 2020

O Presidente da República decretou ontem a renovação do estado de emergência em Portugal, por novo período de 15 dias, até 17 de Abril, para permitir medidas de contenção da covid-19, admitindo que o País possa vir a registar este mês 20 ou 30 mil infectados.
“Portugueses, ouvidos os especialistas, com o parecer favorável do Governo e a autorização amplamente consensual da Assembleia da República, acabo de renovar até ao dia 17 o estado de emergência”, anunciou Marcelo Rebelo de Sousa, numa comunicação ao País, a partir do Palácio de Belém, em Lisboa, o que abrange o período da Páscoa, relativamente ao qual deixou um pedido aos portugueses.
“Nesta Páscoa não troquemos uns anos na vida e na saúde de todos por uns dias de férias ou reencontro familiar alargado de alguns”, apelou.
O estado de emergência vigora em Portugal desde o dia 19 de Março e, de acordo com a Constituição, não pode ter duração superior a 15 dias, sem prejuízo de eventuais renovações com o mesmo limite temporal.
O Presidente da República considerou que Portugal ganhou “a primeira batalha” contra a covid-19 e entrou agora numa segunda fase na qual advertiu que Abril é um mês crucial em que não se pode facilitar.
“Só ganharemos Abril se não facilitarmos, se não condescendermos, se não baixarmos a guarda. Outras experiências mostraram que situações do grupo de risco e visitas à terra e à família custaram explosões entre os 30 e os 50 dias de epidemia”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu ainda que Portugal possa registar um número na ordem dos 20 ou 30 mil infectados com o novo coronavírus até 17 de Abril.
“Sejamos verdadeiros: vai custar a ver os números de infectados atingir as duas ou três dezenas de milhares até ao dia 17? Vai. Mas o que importa é saber que o número de testes está a aumentar e bem, e que isso significa detectar mais infectados, que a maioria deles não é grave”, afirmou o chefe de Estado.
Na comunicação ao País, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “sobretudo que o que vai fazer a diferença é a percentagem de crescimento diário”, referindo que “uma percentagem a descer é o surto a quebrar e a aproximar-se a viragem irreversível”.
“Tem sido e continuará a ser uma mudança radical na nossa vida? Tem sido e terá de ser por mais umas semanas. Mas o que importa é sabermos que essa mudança pode valer muitas dezenas de milhares de vidas salvas”, defendeu o Chefe de Estado. 

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