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Viseu Ajuda respondeu a 124 pedidos de apoio


sexta, 03 abril 2020

A linha municipal de emergência social Viseu Ajuda alcançou, nos primeiros 10 dias, 84 famílias carenciadas ou em situação de vulnerabilidade no contexto da crise da pandemia por covid-19, que representam, segundo a autarquia, 124 pedidos de apoio, que também destaca “a agilidade e celeridade da resposta” como marcas do serviço, tendo em conta que 88 por cento dos pedidos de apoio já foram satisfeitos.
Ainda de acordo com o município, praticamente metade dos pedidos de ajuda foram executados por equipas de intervenção rápida da linha Viseu Ajuda, sendo a outra metade realizada através de parceiros da rede social concelhia e por Freguesias.
“Estes números confirmam a oportunidade do lançamento deste serviço, mas também a sua operacionalidade”, considera o vereador Jorge Sobrado, que coordena o projecto, em articulação estreita com a vereadora com o pelouro da Acção Social, Cristina Brasete.
“O município está a fazer o que lhe cabe, potenciando a rede social e local, mobilizando voluntariado e suprindo lacunas e insuficiências. Temos registado novos casos de isolamento e carência social que justificam esta resposta de carácter extraordinário”, explica Jorge Sobrado.
Em 10 dias, 15 das 25 freguesias do concelho estão já abrangidas pelo projecto. Quase metade dos pedidos de apoio dizem respeito à freguesia de Viseu e 52 por cento às demais 14 freguesias.
A Linha Municipal de Emergência Social é um serviço de apoio extraordinário que o Município de Viseu disponibiliza durante o período de pandemia, sete dias por semana, das 9h00 às 20h00. É destinado a pessoas e famílias residentes no concelho, carenciadas, em isolamento ou outra situação de emergência social, que necessitem de uma resposta imediata para um conjunto de bens e serviços básicos, urgentes e inadiáveis: aquisição e/ou entrega de refeições ao domicílio, de medicamentos e de compras de supermercado ao domicílio (nomeadamente alimentares e outras essenciais), assim como reparações domésticas urgentes e inadiáveis.
O serviço conta agora também com uma extensão de “apoio psicológico”, prestado por quatro psicólogos (dois em regime de voluntariado), sete dias por semana, das 10h00 às 18h00. Como gerir o isolamento, a separação familiar ou a ansiedade da crise são algumas das questões que poderão ser expostas, com confidencialidade, através do serviço.

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