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Covid-19: Leiriense lidera movimento que já produziu e ofereceu cinco mil viseiras


Legenda: Movimento já recebeu pedidos de 32 mil unidades (foto: Município Leiria) quinta, 02 abril 2020

‘Movimento Maker Portugal’ é como se intitula o movimento liderado pelo leiriense Bruno Horta que, até ao momento, já fabricou e ofereceu mais de cinco mil viseiras, 1.300 das quais entregues ao município de Leiria com destino às IPSS, 220 para o Centro Hospitalar de Leiria, 24 para cada corporação de bombeiros do concelho, mil unidades para a Universidade de Coimbra, estando ainda previsto o envio de mil para a Lisboa.
O Movimento Maker Portugal nasceu há três anos para partilha de conhecimento em diversas áreas, estando agora mobilizado no apoio à sociedade portuguesa, no âmbito da situação de emergência de saúde pública face à pandemia de Covid-19.
A trabalhar inicialmente sobre a questão dos ventiladores, os produtores acabaram por perceber que existia uma necessidade “urgente” de material de protecção, tendo sido montada, em menos de uma semana, uma verdadeira operação de produção em larga escala de viseiras de protecção.
“Numa semana desenhámos a viseira e partilhámos o design pelo País inteiro e recebemos o apoio de várias empresas de Leiria que foram fantásticas”, explica Bruno Horta, citado num comunicado da autarquia leiriense. “Continuaremos a produção em grande escala para o município de Leiria, com destino aos lares, supermercados e outras entidades que delas necessitem. O nosso objectivo é garantir protecção ao maior número de pessoas”, explica o responsável, acrescentando que o acelerar o processo se deve ao facto de ter sido possível prototipar rapidamente a impressão 3D.
A produção das viseiras nesta escala apenas é possível devido à junção de diversas empresas, que se aliaram e suportaram todos os custos associados a esta causa.
Se na Plastidom está a ser efectuado o fabrico, montagem e distribuição da viseiras, a NV Uniformes está a oferecer todos os elásticos, Sérgio Martins desenhou o molde, Luís Tavares, da 3DTav, fabricou e ofereceu o molde em apenas dois dias, a TUCAB ofereceu 100 quilogramas de filamento, sen­do que a sociedade leiriense ofereceu os acetatos necessários. “Vamos continuar a produzir enquanto tivermos matéria-prima”, afirma Bruno Ho­rta, acrescentando que pretendem dar apoio a todo o País, tendo já recebido pedido de 32 mil unidades. “A nossa esperança é que a indústria pegue nisto e tente criar versões homologadas que garantam o fornecimento sustentado ao País”, aponta.
Refira-se que uma parte das viseiras distribuídas aos municípios da Comunidade Intermunicipal da região de Leiria teve origem no Movimento Maker.