Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
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“Isto não é uma coisa de uma quinzena ou de dois ou três meses”


segunda, 30 março 2020

A directora-geral da Saúde disse ontem que o surto de Covid-19 não vai durar uma quinzena ou dois ou três meses, mas o tempo que tardar até haver uma vacina, e que os portugueses têm de continuar mobilizados nesta batalha.
«Os portugueses têm de entender que não estamos a terminar nada, estamos só a iniciar um percurso. Depende de nós contrariar a actividade de um vírus que é extremamente inteligente, extremamente agressivo, quer na forma como se transmite, quer na forma como pode originar doença grave. Não podemos desmobilizar», disse Graça Freitas, no decorrer da conferência de imprensa que se seguiu à divulgação dos números mais recentes sobre a doença Covid-19 em Portugal.
Segundo a directora-geral da Saúde, é necessário «interiorizar que isto não é coisa de uma quinzena, de dois ou três meses, até haver uma vacina esta situação vai durar meses».
Também a ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que para enfrentar este fenómeno será necessário haver uma «grande disciplina e capacidade de resistência», devendo todos os cidadãos continuar a manter o distanciamento social para tentar minimizar as consequências da doença. «Não podemos confiar na sorte. Precisamos da acção de todos para diminuir o número de infectados e vítimas», afirmou.
A governante recordou os casos dos mineiros confinados numa mina no Chile (em 2010) ou das crianças confinadas numa gruta na Tailândia (2018) para afirmar que o que está a ser feito «é difícil, põe a todos à prova, mas é necessário».
«Devemos manter as actividades laborais, na medida em que seja possível, porque precisamos de manter a sociedade a funcionar para todos, mas devemos evitar gestos, actos supérfluos, mesmo que nos soubessem bem. Para que nos possamos voltar a abraçar é preciso que nos situemos longe uns dos outros», disse.