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Pico da pandemia deve ser adiado para final de Maio


domingo, 29 março 2020

A ministra da Saúde anunciou ontem que o pico da pandemia de Covid-19 deverá acontecer no final de Maio e que as medidas de contenção social estão a conseguir abrandar a curva de infecções.
«De acordo com as nossas previsões, o pico da pandemia estará adiado para o final de Maio, o que indica que as medidas de contenção adoptadas, designadamente ficar em casa a não ser para ir trabalhar, estão a ser efectivas», disse Marta Temido, na conferência de imprensa diária sobre a evolução da pandemia de Covid-19 em Portugal.
«Estimamos que venhamos a ter um número muito elevado de pessoas com infecção, e isso coloca enorme pressão sobre o sistema de saúde e todos temos de fazer o que está ao nosso alcance para enfrentar o melhor possível aquilo que nos espera», acrescentou a ministra da Saúde, vincando que «o objectivo é reduzir a transmissão da infecção e mitigar os efeitos da Covid-19».
Na conferência de imprensa diária, que actualizou o número de mortos para 100 óbitos, mais 24 do que na sexta-feira, enquanto o número de infectados subiu 902, para 5.170 (ver texto na página 3), a directora-geral de Saúde, Graça Freitas, disse que «o pico da pandemia não será um dia único, mas sim um planalto com casos relativamente semelhantes durante vários dias».
Questionada sobre se essa previsão incide na última ou na penúltima semana de Maio, Graça Freitas explicou que as previsões são actualizadas diariamente e escusou-se a revelar ao pormenor as projecções, argumentando: «são projecções para efeitos de planeamento, não nos parece que seja útil, não por uma questão de falta de transparência, mas porque causaria expectativas sobre se lá chegamos ou não, e são apenas instrumentos de trabalho».
A directora-geral de Saúde disse ainda, quando questionada sobre as últimas estimativas relativamente aos números do pico, anteriormente colocados nos 21 mil, que é provável que o número semanal de casos seja maior.
«Provavelmente o número de casos em cada semana será superior ao que foi inicialmente calculado, mas superior de uma forma controlada porque temos tido medidas de contenção», disse Graça Freitas.
«Temos de estar preparados para ter um número superior de casos, sendo que isso vai sempre depender do que conseguirmos baixar a pressão do vírus e do que o vírus vá contrariar, tentando infectar mais pessoas», explicou a directora-geral de Saúde.|

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