Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
Fundador: 
Adriano Lucas (1925-2011)
Director: 
Adriano Callé Lucas

Esgoto continua a desaguar em vala de água


Diana Cohen quinta, 16 maio 2019

O odor é nauseante e o cenário que o acompanha é igualmente pouco apelativo. Através de um tubo que liga a ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) das Cochadas, na fronteira entre os concelhos de Mira e Cantanhede, são feitas descargas poluentes de forma permanente. Ali vão parar águas residuais e, garantem os moradores, até sangue e outras substâncias.

O problema é antigo e já correu um abaixo-assinado que solicitava o encerramento imediato daquelas infra-estruturas, estando também disponível uma petição “on-line” nesse sentido, assinada por quase 400 pessoas.

Nos documentos, a empresa “de matriz ambientalista e ecológica” Moinhos do Arraial refere que aquelas infra-estruturas “levam à descarga de efluentes em grandes quantidades, e com grande frequência, sem qualquer tipo de tratamento, directamente para a Veia Real”, vala de água onde tem início o canal de Mira, apontando a existência de “valas a céu aberto que têm origem na estação elevatória das Cochadas, freguesia da Tocha”, pertencente à Águas do Centro Litoral (AdCL).

O administrador da empresa, Rogério Guímaro, estima que a situação já lhe tenha causado um prejuízo superior a um milhão de euros, tendo visto a sua plantação de agrião-de-água, de dois hectares e meio, ser destruída pela “água contaminada”, que entra num lago que, apesar de se encontrar em propriedade privada, está constantemente a acumular “dejectos sem qualquer tratamento”. Água que, segundo diz, vai parar à Barrinha e segue pelo Canal de Mira, chegando a contaminar a zona da Costa Nova.

Leia a notícia completa na edição em papel.