Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
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“Há uma grande diferença de como se vive hoje o amor e de como era vivido na época dos nossos pais”


foto: DR quinta, 14 fevereiro 2019
Longe vão os tempos em que o rapaz conversava com a rapariga pela janela. A distância física deu lugar ao virtual, onde uma nova geração está à distância de um clique.No último século houve uma grande mudança nos relacionamentos.  Pedro Antunes, licenciado em Sociologia e mestre em Ecologia e Problemas Sociais Contemporâneos define namorar como “estar em amor, numa união de afectos e sentimentos, ser capaz de partilhar ideias e objectivos, sonhos e desaires, sermos capazes, de onde a onde, irmos permitindo raízes e pontos de contacto. Namorar é ousar cativar e ser cativado, darmos de nós e gerar laços”. No entanto,  parece que a distância é cada vez maior.  “Hoje comunicam em directo com a outra parte do mundo, percorrem quilómetros num abrir e fechar de olhos, conseguem interagir com 100 pessoas ao mesmo tempo na Internet, mas desaprenderam a arte de criar laços e ser empáticos”, explica.O sociólogo Pedro Antunes admite que no amor a geração actual tem dificuldades “ao nível da dimensão da espera, na capacidade de saborear quer a presença quer a distância, de entender a força dada pela saudade confrontada com a ausência que se revela ela própria fortalecedora de sentimentos e de afectos, motor do sonho que é importante para a solidificação das relações”. “Há uma grande diferença de como se vive hoje o amor e de como era vivido na época dos nossos pais”, acrescenta.
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