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Espólio do Beira-Mar está de regresso a casa


Jorge Maia Valente (texto)/D.R. (foto) quarta, 13 fevereiro 2019

O espólio que conta grande parte da história de 97 anos do Beira-Mar está de regresso a casa. A Direcção do clube recuperou as provas dos grandes momentos desportivos e associativos que estavam “esquecidos” na SAD insolvente e com ordem judicial de liquidação desde Janeiro, para desafogo de um clube que, daqui a pouco tempo, “se tudo correr como previsto”, com a desejada extinção, ficará livre das responsabilidades fiscais inerentes à Sociedade Desportiva que provocou o maior desastre desportivo e financeiro de que há memória. A negociação com o administrador judicial encarregue da insolvência da SAD mediante o pagamento de 5.000 euros, permitiu ao Beira-Mar recuperar, por exemplo, a Taça de Portugal, a Taça Ribeiro dos Reis e outras conquistas do futebol e modalidades que marcaram anos e anos da história “auri-negra” e que eram massa insolvente da SAD.

O presidente do Beira-Mar confirmou que o próximo passo é “unificar a história” com a concretização de um anseio: a criação do Museu do Beira-Mar que, para já, ficará no Estádio Municipal de Aveiro. Para a posse do clube também voltou uma carrinha de nove lugares e o mini-bus que, em anos passados, fazia serviço nas camadas de formação. Esta foi uma das novidades anunciadas na segunda-feira à noite na Assembleia-Geral do Beira-Mar realizada no Estádio Municipal de Aveiro e que aprovou, por maioria, o exercício de 2017/18 com resultado negativo de 13.800 euros. Mas com mais uma “interferência” dos anos “sádicos” do Beira-Mar: cerca de 20.000 euros de portagens com coimas devidas a entidade gestora de auto-estradas e finanças, por passagens de veículos do Beira-Mar sem cumprir pagamentos. A dívida foi resolvida depois de Junho.

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