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Bombeiros denunciam em tribunal a falta de meios para atacar incêndio de Pedrógão Grande


José Roque, com Lusa / foto: Luís Filipe Coito / Legenda: Augusto Arnaut, comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, à porta do Tribunal de Leiria sexta, 08 fevereiro 2019

O comandante dos Bombeiros de Pedrógão Grande e o segundo comandante distrital de Leiria denunciaram ontem ao juiz de instrução do Tribunal da Comarca de Leiria a falta de meios de reforço para fazer face ao incêndio de Pedrógão Grande. A ideia foi partilhada na sessão inicial da fase de instrução do processo judicial sobre as responsabilidades do incêndio de 2017, que tem 13 arguidos.Nesta sessão, durante a manhã, Mário Cerol, segundo comandante distrital de operações de socorro de Leiria explicou que “todos os grupos de reforço são mobilizados pelo comando nacional”, esclarecendo que não tinha competências para mobilizar as Forças Especiais de Bombeiros e outros grupos de reforço”.Segundo referiu, a informação que chegou do comando nacional é que estaria para chegar um grupo de Évora, “mas a verdade é que nunca chegou”. “Os meios chegaram ao teatro de operações já muito depois e eu já não era COS [comandante de operações de socorro]”, recordou. (...).

Augusto Arnaut (na foto), por outro lado, garantiu que a forma como o incêndio se desenrolou “nunca” o levou a acreditar que chegasse à Estrada Nacional 236, onde viria a morrer a maioria das 66 pessoas que aquele incêndio vitimou.“Fiz o corte da Nacional 2 e do IC8 [itinerário complementar 8]. Longe de mim imaginar que o fogo fosse nesse sentido e chegasse a essa zona. Nem nunca me foi reportada nenhuma informação nesse sentido. A minha preocupação foi atacar a frente de fogo e evitar que o incêndio entrasse na vila” de Pedrógão Grande, vincou o comandante dos BVPG.

 

 

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