Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
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Maratona metálica em Vagos


Ernesto Martins (texto) e Isabel Lopes (foto) quarta, 15 agosto 2018
Dois dias de festival em 2016, três em 2017, quatro em 2018... e assim vai crescendo o Vagos Metal Fest (VMF), que se apresentou entre quinta-feira e domingo passados, na Quinta do Ega, em Vagos, com uma estrondosa selecção de bandas de “metal” (43 ao todo!) para gáudio dos milhares de fãs do som eterno que para lá rumaram. Quinta-feira, dia 9 – Arranque auspicioso Este ano, as honras de abertura foram atribuídas aos aveirenses Booby Trap, que saudaram os recém-chegados à Quinta do Ega com uma prestação plena de energia e bom humor, marcada por clássicos e temas recentes onde não faltou “Drunkenstein” bem como uma animada versão de “Ace of spades” dos Motorhead. Aguardados com alguma ansiedade, ou não fossem eles os autores do aclamado “Bleak Fragments”, os Destroyers of All cativaram bem o ainda escasso público presente com o seu “thrash” pleno de “riffs” infecciosos, mas a deficiente qualidade do som acabou por abafar as subtilezas onde o talento desta banda conimbricense se revela. Com a fúria que lhes é característica, os Trinta e Um debitaram, com autoridade, o seu “hardcore” desafiador, logo seguidos pelos suecos Insammer que, apesar dos insistentes incitamentos dirigidos ao público de “let’s make some noise”, mal conseguiram agitar cabeleiras com o seu morno “metal” melódico. Ao contrário destes, e já com a noite a cair, os nacionais Theriomorphic lançariam o caos nas hostes do VMF com o seu “death metal” demolidor centrado no mais recente trabalho “Of Fire and Light”. Mas o melhor deste primeiro dia estava ainda para acontecer com a entrada dos israelitas Orphaned Land. Tal como em 2015, quando marcou presença no último Vagos Open Air (VOA), a banda de Kobi Farhi encantou o auditório com a sua forte presença e com o seu estilo único de “metal” rico em elementos orientais, interpretando sobretudo temas dos últimos álbuns “Unsung Prophets & Dead Messiahs” (“The cave”, “Like Orpheus”, “We do not resist”, “In propaganda” e “The all-knowing eye”) e “All is One”, com alguns recuos a material mais antigo.
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