Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
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E se fosse em Leiria? Teria a região capacidade para um salvamento em grutas?


Helena Amaro / foto: Grutas Mira de Aire quarta, 11 julho 2018

O mundo ansiava por este desfecho. Ontem, por volta da hora de almoço em Portugal, foram resgatados os últimos jovens e o seu treinador que permaneciam na gruta de Tham Luang, em Chiang Rai, a Norte da Tailândia.
Os 12 jovens jogadores de futebol, com idades entre os 11 e os 16 anos, e o seu treinador, de 25 anos, foram encontrados na gruta a 23 de Junho. Na altura, as inundações impediram que a equipa de futebol saísse da gru­ta, situação que também dificultou que as equipas de resgate encontrassem o grupo durante nove dias.
A complexidade do salvamento e toda a logística envolvente obrigou a uma operação extremamente meticulosa e cautelosa, tendo as autoridades optado por retirar os jovens e o treinador por mergulho, através de passagens escuras e estreitas, com água lamacenta e correntes, num ambiente com muito pouco oxigénio, numa operação que envolveu, pelo menos, 50 mergulhadores estrangeiros e 40 mergulhadores tailandeses.
Cada jovem foi escoltado por dois mergulhadores. Um a um, foram retirados da gruta ao lon­go de três dias de missão.
E, se fosse necessário pro­ceder a um salvamento com contornos semelhantes, estaria a região preparada para o fazer? As autoridades e os profissionais especializados asseguram que sim.
Conhecida pelo seu maciço cársico, a região de Leiria é rica em grutas, algares ou lapas, em cavidades bem conhecidas do grande público, e outras onde ainda se esconde o perigo, apenas ‘visitadas’ por profissionais com anos de experiência.
Falamos, por exemplo, do maciço calcário estremenho, que engloba o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, ou mesmo o maciço de Sicó.

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