Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
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Profissionais vão proteger mais de seis mil aldeias


Alberto Oliveira e Silva segunda, 16 abril 2018
Os Bombeiros Voluntários de Arouca (BVA) vão contar, a mui­to curto-prazo, com uma Equi­pa de Intervenção Permanente (EIP), dotada de cinco elementos, que ficarão em estado de prontidão operacional. A activar na sequência de um protocolo entre a Associação Humanitária (AH), a Câmara e o Governo, será uma das 79 EIP’s criadas no âmbito da nova política nacional de protecção-civil. “Queremos incrementar a resposta operacional através do reforço da profissionalização”, sublinhou Artur Neves, que ontem presidiu à comemoração dos 41 anos da AH arouquense. Acentuou que o objectivo é activar 120 dessas equipas em todo o país, dotando as corporações que ainda não contam com esses elementos profissionais. “O socorro não é compatí­vel com a espera pelo bombeiro voluntário que está no seu trabalho”, vincou. O secretário de Estado da Pro­tecção-Civil regressou a ca­sa para reafirmar a noção de que está em curso uma peque­na revolução no sector, atacan­do o que estava mal e instituin­do novas práticas e uma nova atitude. O antigo presidente da autarquia arouquense salientou que a protecção das pessoas em maior risco é já uma prioridade, com a definição de “mais de seis mil aldeias”, de 189 municípios, como áreas que precisam de especial atenção, face ao risco de incêndios potencialmente invasivos. Artur Neves acentuou que, ainda neste mês e em Maio, essas aldeias serão objecto de intervenções com o objectivo de “ensinar as pessoas a defenderem-se”, perspectivar e preparar evacuações e sinalizar situações e contextos que poderão salvar vidas e bens em caso de catástrofe. A criação do “oficial de aldeia”, elemento de ligação com os agentes no terreno, será uma das novidades da nova política neste domínio.
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