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Assaltantes explodiram multibanco em Condeixa e na Mealhada


Manuela Ventura quinta, 12 outubro 2017
Às 3.15 horas o alarme era dado em Ega, concelho de Condeixa. Cerca de 45 minutos depois fazia-se ouvir na Mealhada. Duas caixas Multibanco (ATM) acabavam de explodir. No primeiro caso, os assaltantes não terão conseguido apoderar-se do cofre, mas são elevados os danos materiais. Levaram, também, a caixa registadora do café S. Miguel. No ATM da Mealhada, instalado na Caixa de Crédito Agrícola, “levaram a gaveta”, com um valor ainda não apurado, mas que “não será muito elevado”. O alerta foi dado para a GNR, cujas patrulhas estiveram no local. A PJ está a investigar o caso. A proprietária do café S. Miguel, em Ega, junto à Igreja, assistiu a tudo sem ser vista. Depois de fechar o estabelecimento, recolheu-se no escritório, preparando-se para passar a noite, como faz habitualmente. “Não se aperceberam que eu estava lá e fiquei quietinha no meu canto”, conta D. Maria, que não tem dúvidas de que o assalto “foi feito por profissionais”. “Foi uma cena de guerra, parecia Beirute”, adianta, sublinhando o carácter “decidido” e “violento” do grupo que lhe entrou “casa adentro” na madrugada de ontem. A proprietária do café acordou com a explosão. “Pensei logo que era o multibanco” e, cautelosa, trancou a porta do escritório e deu o alerta para a GNR. “Chegaram rápido, nem levaram 10 minutos”, conta. Todavia, não chegaram a tempo de surpreender os assaltantes. Na “enfiadura” da rua da Caixa de Crédito Agrícola da Mealhada, uma moradora foi acordada pelo marido com a explosão da ATM e pensou logo que, com o carro estacionado em frente, havia prejuízo pela certa. Da varanda da casa, viu, à semelhança de outros vizinhos, “um carro comprido, azul acinzentado, com a matrícula suja de terra e três moços de costas”. Com o porta-bagagem do carro aberto, o casal pensou que o estrondo pudesse ter sido de “um pneu que rebentou” e que estaria a ser mudado. Todavia, depressa mudaram de ideias. “Viraram-se para nós. Eram três, encapuzados, um deles com uma arma de canos serrados. Fazia lembrar o Rambo”, conta a moradora, ciente que o “Rambo” estava atento às movimentações da vizinhança. O homem armado ficou “sempre cá fora, com a arma apontada, a ‘meter respeito’”. Os outros três entraram, através do vidro partido da montra, diz ainda a moradora, sublinhando que tudo se passou “muito rapidamente”, com os assaltantes a porem-se em fuga e a patrulha da GNR a chegar.
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