Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
Fundador: 
Adriano Lucas (1925-2011)
Director: 
Adriano Callé Lucas

“Novo talento”, a maturar desde 2010, toma conta da Sala Estúdio


Adérito Esteves quinta, 06 julho 2017
Manuel Molarinho é O Manipulador porque precisava de um projecto musical que pudesse controlar a durabilidade. Porém, por muita vontade que tivéssemos de fazer uns trocadilhos com o nome artístico deste jovem nascido em Lisboa e a viver no Porto, fomos desencorajados a fazê-lo logo para início de conversa. E para verem que não guardamos ressentimentos, mesmo assim, continuámos a conversa que nos permitiu conhecer um músico que, em 2011, viu um tema seleccionado pela FNAC para um disco de “novos talentos”. Percebemos que, entretanto, esse “talento” não se perdeu, razão pela qual terá a oportunidade de se estrear, hoje, às 21.30 horas, na Sala Estúdio do Teatro Aveirense, regressando a uma cidade por onde tem tocado com alguma frequência, numa noite que será partilhada com o Rapaz Improvisado (ver caixa). Mas com esse, sabemos como é: o bom cão, à casota torna. Agora, a atenção é para O Manipulador. Diário de Aveiro: Comecemos pelas apresentações: quem é O Manipulador? Manuel Molarinho: O Manipulador é o meu projecto a solo, desde 2010. É um projecto muito marcado pelas minhas influências não só musicais, mas nesse capítulo, sobretudo por bandas de rock alternativo e pela ética do DIY [Do It Yourself] do punk. Mas também por uma série de coisas que me inspiram, desde as conversas de pessoas, a paisagens abandonadas ou o que quer que seja que estou a absorver no momento. E que depois manipula para a música? Epá, eu tento não fazer muitas brincadeiras com o nome porque não me considero uma pessoa manipuladora. O nome foi só uma coisa que apareceu (risos). Mas sim, tento trazer isso. Este é um projecto pessoal, que surgiu porque eu tiver uma série de bandas que foram acabando, e precisava de algo com que pudesse crescer. Precisava de um projecto para evoluir e maturar. Eu continuo a ter bandas, adoro isso, só que frustrava-me o não poder continuar, daí ter avançado para um projecto a solo, que só tem de morrer quando eu acabar.
Leia a notícia completa na edição em papel.