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| Ficavouga abre sob o signo da mudança | Com 20 anos de existência, a Câmara Municipal quer rever o modelo de organizar a Ficavouga. Certame prolonga-se até dia 8 | Abriu ontem ao público a 20.a edição da Ficavouga – Feira Industrial, Comercial, Agrícola, de Artesanato e Gastronomia de Sever do Vouga. Até ao próximo dia 8, o pavilhão da Escola Secundária e espaços envolventes têm exposto o que de melhor o concelho oferece e produz. E este será o último ano que a Ficavouga se realiza neste local. Por força da remodelação das escolas EB 2,3 e Secundária, a iniciar muito em breve, o certame será obrigado a mudar de local. Mas esta não será a única mudança: também o modelo organizacional da Ficavouga vai ser repensado. “Este modelo pode estar esgotado”, admitiu Manuel Soares, presidente da Câmara, durante a cerimónia de abertura da feira. E, como os moldes em que a feira será organizada ainda estão por definir, o autarca lançou um desafio aos industriais e comerciantes para que, em conjunto, se encontre um novo modelo para a Ficavouga. “Há 20 anos fizemos história com a realização da primeira edição do certame, com o nome de ‘Mostra de Potencialidades de Sever do Vouga’, e para o ano voltaremos a fazer história com um novo modelo para a feira”, disse Manuel Soares. “Mas teremos que encontrar soluções”, advertiu. E o desafio foi prontamente aceite pela SEMA – Associação Empresarial. Teixeira Valente, dirigente desta instituição, lembrou os 10 anos de trabalho desenvolvido em prol dos comerciantes e industriais do concelho e acredita que, em conjunto, se irá encontrar uma solução para o futuro do certame. Idêntica certeza demonstraram Armando França, director regional de Economia do Centro, e Fernando Mendonça, adjunto do governador civil de Aveiro, também presentes na cerimónia.
Acesso directo à A25 A principal reivindicação do executivo municipal prende-se com a construção de uma via rápida que ligue a zona industrial de Sever do Vouga à A25. E Manuel Soares voltou a lembrar a necessidade da construção dessa obra. “É inadmissível nos tempos que correm que transportes de grandes dimensões continuem a passar pelas ruas estreitas do centro da vila”, denunciou o autarca, que teme que a crise venha afectar o avanço desta infra-estrutura. A este propósito, o director regional de Economia reconhece a urgência e necessidade desta via rápida e garantiu estar “a fazer um esforço junto do Governo” no sentido de alertar para a sua construção, que “é essencial ao desenvolvimento do concelho”.
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