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| Prejuízos agrícolas visitados por dirigentes da ALDA | Albino Silva reuniu-se com os agricultores para fazer o balanço dos estragos causados pelas chuvas, e vai pedir auxílio ao Ministério da Agricultura | Plantações de batata e estufas voltaram a ser afectadas na região da Vagueira, que anteontem de manhã foi visitada por Albino Silva e outros dirigentes da Associação da Lavoura do Distrito de Aveiro (ALDA). O ponto de encontro foi a Quinta do Pericão, onde se reuniram alguns agricultores, que percorreram os terrenos de cultivo mais afectados, fazendo depois o balanço dos estragos e prejuízos causados pela intempérie das últimas semanas. Como se esperava, o balanço é necessariamente negativo. “Este pode ser um ano fatal para muitos agricultores”, disse Albino Silva, anunciando que a produção da batata primor “foi toda à vida”. Prejuízos que se acumulam a outros, já detectados, e a que não tem sido dada “resposta adequada” por parte das entidades. Isso mesmo foi confirmado por Silvino Tomás. Aos 65 anos, continua a ser um dos maiores produtores da região da Vagueira, e tem por hábito semear batata até meados de Março. Em declarações ao Diário de Aveiro, este agricultor confirmou que já perdeu cerca de três hectares, que apodreceram quando o terreno ficou alagado. Em declarações à comunicação social, o dirigente da ALDA admitiu que o Governo possa vir a auxiliar os agricultores de Vagos. “Fico a aguardar que os nossos governantes, e em particular o Ministério da Agricultura, venham ao terreno”, disse Albino Silva, que vai solicitar uma reunião com carácter de urgência, com responsáveis da Direcção Regional de Agricultura. Recorde-se que há dois anos foi o míldio que “atacou” praticamente toda a zona litoral do país, de Aveiro à Lourinhã. Em Vagos, a situação foi declarada de “calamidade”, com alguns agricultores a queixarem-se que o fungo se terá abatido com tamanha violência sobre os batatais e que não havia tratamento adequado para lhe acudir. Na altura, houve fortes quebras na produção nos terrenos entre a Vagueira e a Costa Nova. Silvino Tomás contabilizou, só à sua conta, avultados prejuízos, sendo obrigado a utilizar “algum dinheiro” das suas economias. Mais tarde, seria o gasóleo agrícola a atingir valores alegadamente “incomportáveis” para a maioria dos agricultores. O dirigente da ALDA, Albino Silva, chamou-lhe a “bolsa especulativa” do preço dos combustíveis, reconhecendo que tal situação estava alegadamente a “empurrar” os agricultores para “o conjunto dos dois milhões de pobres”, que na altura existiam em Portugal.
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